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RIO RURAL GEF

O Projeto de Gerenciamento Integrado de Agroecossistemas em Microbacias Hidrográficas do Norte e Noroeste Fluminense – RIO RURAL GEF vem sendo realizado desde 2005 em 50 microbacias hidrográficas do Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de promover o manejo integrado de ecossistemas de importância global de mata de Mata Atlântica, através da autogestão sustentável dos recursos naturais por comunidades rurais de base familiar.

Com US$ 6,5 milhões em recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), agenciados através do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD), o RIO RURAL GEF é considerado um marco para os Programas de Microbacias, pois pela primeira vez um projeto coordenado pela Agricultura teve acesso a um fundo ambiental.

Através de um investimento total de US$14 milhões, o Rio Rural GEF conscientiza seus beneficiários sobre os temas que afetam suas vidas, cria oportunidades econômicas ambientalmente sustentáveis para as comunidades rurais, e como fortalece a coesão social e o empoderamento de 48 comunidades de microbacias das regiões administrativas do Norte e Noroeste, para que participem ativamente da tomada de decisões locais e do processo de desenvolvimento.

Esta conquista vem possibilitando ao Rio Rural demonstrar que as práticas dos agricultores geram impactos significativos no meio ambiente e podem contribuir para mitigar alguns dos principais efeitos nocivos ao planeta, como a diminuição da biodiversidade, o aquecimento global, a poluição, o desaparecimento dos rios e a degradação dos solos.

Ao evidenciar os benefícios e serviços ambientais prestados a partir da conscientização dos agricultores e melhoria de suas práticas, o projeto busca identificar novas fontes de recursos, propondo que os produtores adotem práticas conservacionistas como contrapartida às políticas públicas de crédito e apoio à Agricultura.

O projeto Rio Rural GEF introduz ainda a preocupação com a sustentabilidade financeira das práticas de conservação, aprimorando os instrumentos de apoio financeiro em curso, como o rebate ambiental do crédito rural, o acesso aos recursos pela cobrança da água, o mercado de créditos de carbono etc. Em outras palavras, os Programas de Microbacias poderão funcionar como elo entre a agricultura familiar e as questões globais como biodiversidade, água e carbono.

Objetivo

Apoiar a adoção do Manejo Integrado de Ecossistemas (MIE), contribuindo para a diminuição das ameaças à biodiversidade, a inversão do processo de degradação das terras e o aumento dos estoques de carbono na paisagem agrícola em ecossistemas críticos e únicos de importância global da Mata Atlântica do Norte e Noroeste Fluminense, através do Manejo Sustentável dos Recursos Naturais (MSRN) por comunidades rurais, utilizando a microbacia hidrográfica como unidade de planejamento.

Abrangência

O projeto será implementado até 2010 em 50 microbacias localizadas em 24 municípios e nas sub-bacias dos rios Imbé, Macabu, Muriaé, Doce/Canal Quitingute e Bacias Costeiras do Entorno da Estação Ecológica de Guaxindiba, representativas dos quatro principais ecossistemas de importância global remanescentes do bioma Mata Atlântica nas Regiões Norte e Noroeste.

Municípios participantes

Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Macaé, Quissamã, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana, São João da Barra, Santa Maria Madalena, Trajano de Morais, Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá e Varre-Sai

Investimento total

R$ 34 milhões

Principais Metas

32.000 ha de terras manejadas adequadamente
1.440 ha de matas ciliares reabilitadas
1.280 ha reflorestados em forma de mosaicos de corredores ecológicos
50% de redução nas taxas de erosão e sedimentação
2 microbacias por município e 3 microbacias com monitoramento completo
4.000 agricultores beneficiados diretamente
2.400 agricultores incentivados
100 grupos de agricultores familiares praticando autogestão
25 Estatutos Comunitários de Conduta (ECC) para uso dos recursos naturais elaborados
25.000 beneficiários em eventos de difusão e 12.900 beneficiários capacitados em manejo sustentável
100 professores capacitados (educação ambiental)
4.000 alunos de escolas municipais envolvidos em 25 projetos de educação ambiental
02 telecentros regionais
05 microbacias com inclusão digital (telecentros)
25 pesquisas participativas